A Experiência Artística: Transversalidades. De Leonardo a Duchamp, de Duchamp aos contemporâneos, da técnica às novas tecnologias

quinta-feira, 8 de julho de 2010

CONVITE SARAU!

Caros,
Dia 14 de agosto faremos um Sarau fantástico!!
Esse encontro contará com a exposição RECORTES URBANOS do artista André Ricardo.

propositor: Claudia Vigna
curadoria: Juliana Froehlich


Espero todos lá. Agregados também estão super convidados.
Abraços e beijos
Ju Fro

terça-feira, 22 de junho de 2010

ABERTURA EXPO PATRÍCIA FRANCISCO

Oi pessoal,
hoje será a abertura da expo da Patrícia Francisco,
prestigiem!!

Horário de início:
terça, 22 de junho de 2010 às 20:00
Horário de término:
sábado, 17 de julho de 2010 às 17:00
Localização:
Galeria Vermelho/ TIJUANA
Rua Minas Gerais, 350. Higienópolis. São Paulo/SP.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Conferência de Moacir dos Anjos e Agnaldo Faria

Pode interessar:

À semelhança dos anos anteriores, o Curso de Arte: História Crítica e Curadoria - PUC, está promovendo a visita e conferência de Moacir dos Anjos e Agnaldo Faria, curadores da 29ª Bienal de São Paulo, dia 21/06, às 14.30 horas. O tema será o projeto da 29ª Bienal de São Paulo. O local é a sala 05 do Campus Marquês de Paranaguá - Prédio 03.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

MORTES VITORIANAS - LANÇAMENTO










Oi turma!!

não esqueçam o lançamento do livro da nossa amiga Juliana Schmitt (terça),
estão todos convidados!! Nessa segunda dia 07/06 na Livraria Cultura da Paulista.
bjss
suely




V ENCONTRO ARTE & MEIOS TECNOLÓGICOS-INSCRIÇÕES ABERTAS

OI TURMA!
A Monique de terça enviou um convite p todos (é do grupo que ela faz parte):

Faculdade Santa Marcelina

Mestrado em Artes Visuais

Grupo de Pesquisa arte&meios tecnológicos - CNPq/FASM

V Encontro arte&meios tecnológicos: experiência neoconcreta e aspectos contemporâneos

14 de junho (segunda-feira)

Faculdade Santa Marcelina - FASM - Sala 207

Mestrado em Artes Visuais da Faculdade Santa Marcelina

Rua Dr. Emílio Ribas 89, Perdizes, São Paulo - SP

11-3824-5808 com Marina ou pos-graduacao@fasm.edu.br

www.fasm.edu.br

Realizado no dia 14 de junho, o V Encontro arte&meios tecnológicos enfatiza conceitos e práticas problematizadas hoje nas relações do neoconcretismo com meios efêmeros, transitórios e impermanentes como os tecnológicos.

Este V Encontro é dirigido a historiadores, críticos, artistas e estudiosos, interessados em explorar aspectos contemporâneos da história e crítica da arte.

O encontro é organizado pelo Grupo de Pesquisa arte&meios tecnológicos (CNPq/FASM), que foi formado em 2007 e integra o Mestrado em Artes Visuais da Faculdade Santa Marcelina. Os membros do grupo são: Christine Mello (coordenação), Ana Paula Lobo, Ananda Carvalho, Carolina Toledo, Claudio Bueno, Denise Agassi, Eduardo Salvino, Josy Panão, Lyara Oliveira, Lucas Bambozzi, Marcelo Salum, Mariana Shellard, Monique Allain, Nancy Betts e Paula Garcia.

Carga horária: 6hs

Certificados serão emitidos aos que participarem integralmente das atividades.

14 de junho de 2010, segunda-feira

Inscrições gratuitas até 11 de junho (sexta-feira), na secretaria do Mestrado ou pelo email pos-graduacao@fasm.edu.br

Programação:

14 de junho de 2010 – segunda-feira

10h00 – 11h00 – Mesa 1 (Sala 207)

Abertura do V Encontro – Mirtes Marins – Coordenadora do Mestrado em Artes Visuais da Faculdade Santa Marcelina

A pesquisa em História, crítica de arte e escrita de artista do Grupo de Pesquisa arte&meios tecnológicos (CNPq/FASM) - Christine Mello, Denise Agassi e Paula Garcia (Pesquisadoras FASM)

11h00-13h00 – Mesa 2 (Sala 207)

Conversa com Ricardo Basbaum (Pesquisador FASM/UERJ)

14h00-17h00 – Mesa 3 (Sala 207)

14:00 - Conversa com Lucio Agra (Pesquisador PUC-SP)

15:00 - Conversa com Priscila Arantes (Pesquisadora PUC-SP)

16:00 - Debate

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Prof. Lúcia Santaella no Provocações na TV Cultura...

Pessoal, para quem está amando as aulas da professora Lúcia... Mais uma chance de aprender com ela...
Essa sexta-feira (4/6), ela estará no programa Provocações da TV Cultura, às 22:00h.

Ganhadora do Prêmio Jabuti, a pesquisadora e professora fala sobre o esforço do pensar no programa desta sexta (4/6), na TV Cultura
Natural de Catanduva, interior de São Paulo, ela é pesquisadora e professora de Comunicação Social. Possui no currículo por volta de 40 livros publicados e o Prêmio Jabuti de Literatura de 2002. O Provocações recebe uma pós-doutora em semiótica. Ela é Lúcia Santaella e a atração vai ao ar nesta sexta-feira (4/6) às 22h na TV Cultura.

A professora da PUC que ama os livros e gosta da televisão brasileira declara: “A televisão também tem que ter vários níveis, afinal nós vivemos num País de diferenças”. E continua: “A globalização não apaga as diferenças culturais. (...) Acho que ela [a cultura] caminha para a diversidade cada vez maior”.

A professora fala ainda sobre a educação e relata que no Brasil “ela é um fracasso e atinge todos os níveis”. Ela afirma também que os professores não estão preparados para a chegada da convergência das artes e dos meios de comunicação no ensino público brasileiro.

Ganhadora do Prêmio Jabuti há oito anos com o livro Matrizes de Linguagem e Pensamento, Lúcia declara que levou 27 anos para escrever essa obra e que o pensar envolve tempo e esforço. Ao ser questionada por Abu se é possível pensar que se está pensando, Lúcia responde: “Não, porque um pensamento só pode ser pensado num outro pensamento”.

Ainda nesta edição, Santaella fala sobre suas pesquisas com videogames e sobre o projeto de pesquisa Probral (Brasil-Alemanha), que trata das relações entre palavra e imagem nas mídias.

fonte: http://www.tvcultura.com.br/conteudo/27050

quinta-feira, 27 de maio de 2010

artista chinês - LIU BOLIN

Olá, pessoas.

Seguem vídeo e algumas imagens de trabalho muito interessante realizado por Liu Bolin, artista chinês que funde performance, pintura e fotografia.

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=mxEstgh6cAM

Um abraço!







quarta-feira, 26 de maio de 2010

Encontro "Como Olhar a Obra" no b_arco

Oi Pessoal,

Recebi esse informe por e-mail do centro cultural b_arco, que faz parte da Galeria Virgílio, e achei que pode ser interessante para todos.

Nesta sexta-feira, dia 28 às 8:30 da noite e também também no dia 25/06 o b_arco estará realizando o encontro "Como Olhar a Obra - conversa entre artistas, críticos e psicanalistas".

Mais informações no folder abaixo e nos site: http://www.obarco.com.br/



E ainda dá para aproveitar e ver a exposição "O DESASSOSSEGO DA COR" de Steve McCurry 



 

terça-feira, 25 de maio de 2010

CRONOLOGIA


OI PESSOAL!
desculpem-me, faltou uma página do texto Cronologia:






domingo, 23 de maio de 2010

Pioneiros da arte contemporânea brasileira no MAC

O beijo, Waldemar Cordeiro, 1967 (Acervo MACUSP)

Está em cartaz no MACUSP a exposição: Entre Atos 1964/68, que inaugura uma série de 3 exposições que pretendem revelar e por em discussão a constituição do acervo de arte contemporânea do museu, que ocorreu durante o período da ditadura militar no Brasil. Conta com obras de Nelson Leirner, Waldemar Cordeiro, entre outros artistas representantes do período.

"Nessa primeira exposição indagamos como se deu, na prática, a formação do acervo de arte contemporânea do MACUSP, que teve início justamente nos anos mais difíceis da ditadura militar. É possível identificar um perfil característico do conjunto de obras incorporado ao Museu entre o golpe militar de 1964 e o recrudescimento do regime, em 1968, por meio do Ato Institucional N. 5? Que tipo de leitura das obras de arte podemos obter ao projetarmos os marcos cronológicos da ditadura militar sobre o acervo do MACUSP?", põe em discussão a equipe de Pesquisa, Teoria e Crítica do MAC.

Entre Atos 1964/68

Período : 1/5/2010 a 1/8/2010
Local : MAC USP Cidade Universitária - Rua da Praça do Relógio, 160 (antiga Rua da Reitoria)
Funcionamento: Terça a sexta das 10 às 18, sábados, domingos e feriados das 10 às 16 horas

+INFO: Site do MAC

quinta-feira, 20 de maio de 2010

EDITAL ABERTO!

O Daniel enviou essa informação, acho q vale a pena dar uma olhada!

A Funarte abriu inscrições para mais de 30 editais de fomento às artes, com investimento recorde de R$ 56 milhoes. Seis desses editais são específicos para segmento das artes visuais.

http://www.funarte.gov.br/portal/2010/05/19/ultimos-dias-inscreva-se-em-seis-editais-de-fomento-as-artes-visuais/

Acho que vale a pena conferir.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Sem limites?






Olá, pessoas.

Algumas imagens instigantes. Ainda ecos da discussão da última aula.

Qual o limite entre os campos?

TEXTO DA ROSALIND KRAUSS - POLLOCK






Este texto encontra-se no livro:
O FOTOGRÁFICO - Rosalind Krauss


Convocação

Pessoal,
Tem uma convocação interessante para uma "exposição virtual". Aqui vão as informações e acho que serve de "gancho" para a discussão do texto do W.Benjamin.



CALL for DIGITAL APPROPRIATION
MOMCA – Mobile Online Museum of Contenporary Art is looking for submissions from artists throughout the world. I'm asking individual artists to submit digital artworks to show on www.momca.de - website for mobile devices like cell phones.
Theme March - December 2010: Appropriation ArtIn the visual arts, to appropriate means to adopt, borrow, recycle or sample aspects (or the entire form) of man-made visual culture (Wikipedia).
Technique/Media/Size: Digital photos, digital paintings, digital drawings, jpg or png, width: 240 px. Animated Flash Artworks with a width of 240 px are possible. Please send min 10, max 20 works.
MOMCA will present every month a new exhibit in front of the website. After this period all work will become part of the MOMCA online archive. MOMCA is a non-commercial project. There is no entrance fee for submission, and I will pay no fee for presenting.
Deadline: You can mail from February 1 till September 30, 2010.
I would like to link on your homepage, so please include your URL, if you want. All rights on works remain property of author. The artist declares that he/she has the copyright of the work.
Please mail your submissions to wolf@wolfwerke.de
MOMCA – Mobile Online Museum of Contenporary Art c/o Wolf D. Schreiber Landgraf-Philipp-Platz 9 35390 Gießen GERMANY www.momca.de


sábado, 15 de maio de 2010

ARTE MICRO (MIS - 1982) e outras conversas...

Em 1982 uma grande exposição coletiva é realizada no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, ARTE MICRO (MIS – 1982), através de fotos armazenadas em microfichas (que uma vez passadas no projetor, as imagens tomavam o corpo de seu tamanho natural), com trabalhos de Regina Silveira, Júlio Plaza, León Ferrari, Carmela Gross e outros diversos artistas importantes emergentes da época.
Com o fim da exposição, as microfichas percorreram vários países do mundo, se inserindo no chamado movimento de ARTE POSTAL.
“A arte é macro, mas usou da estratégia da Alice [no país das maravilhas] para se expandir na comunicação artística”, diz Regina.
Nesse mesmíssimo momento, paralelo a essa significativa exposição de imagens miniaturizadas, o sistema da arte brasileira já se profissionalizava e se internacionalizava de maneira definitiva....

Leia mais sobre a fala de Regina Silveira na casa "Aluga-se em exposição" em http://www.percipiencias.blogspot.com/.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

LINK ENTREVISTA MARINA ABRAMOVIC - METRÓPOLIS

Oi pessoal!

esse link, nosso amigo Anderson - turma sábado - encaminhou p gente poder ver:

"encaminho o link da entrevista que foi ao ar no Metrópolis, com a Marina Abramovic. É a página do nosso site, com o vídeo."

http://www.tvcultura.com.br/metropolis/blog/24970

vale a pena ir lá conferir!

bjoss
suely

quinta-feira, 6 de maio de 2010

TEORIA DO NÃO OBJETO - FERREIRA GULLAR

Teoria do não-objeto
(Teoria do Não-Objeto apareceu numa edição do Suplemento Dominical do Jornal do Brasil como contribuição à II Exposição Neoconcreta, realizada no salão de exposição do Palácio da Cultura, Estado da Guanabara, de 21 de novembro a 20 de dezembro de 1960.)

A expressão não-objeto não pretende designar um objeto negativo ou qualquer coisa que seja o oposto dos objetos materiais com propriedades exatamente contrárias desses objetos. O não-objeto não é um antiobjeto mas um objeto especial em que se pretende realizada a síntese de experiências sensoriais e mentais: um corpo transparente ao conhecimento fenomenológico, integralmente perceptível, que se dá à percepção sem deixar resto. Uma pura aparência.

Morte da Pintura

A questão posta obriga-nos a um retrospecto. Quando os pintores impressionistas, deixando o atelier pelo ar livre, procuraram apreender o objeto imerso na luminosidade natural, a pintura figurativa começou a morrer. Nos quadros de Monet os objetos se dissolvem em manchas de cor e a face usual das coisas se pulveriza entre os reflexos luminosos. A fidelidade ao mundo natural transferira-se da objetivação para a impressão. Rompidos os contornos que mantinham os objetos isolados no espaço, toda possibilidade de controle da expressão pictórica se limitava à coerência interna do quadro. Pouco depois, Maurice Denis diria que “um quadro - antes de ser um cavalo de batalha, unia mulher nua ou alguma anedota - é essencialmente uma superfície plana coberta de cores dispostas de certa maneira”. A abstração não tinha nascido ainda, mas os próprios pintores figurativos, como Denis, já a anunciavam. Cada vez mais o objeto representado perdia significação aos seus olhos e, em conseqüência disso, o quadro, como objeto, ganhava importância. Com o cubismo, o objeto é brutalmente arrancado de sua condição natural, transformado em cubos, o que virtualmente lhe imprimia uma natureza ideal; esvaziava-o daquela obscuridade essencial, daquela opacidade invencível que caracteriza a coisa. Mas o cubo é tridimensional, ainda possui um núcleo, um dentro que era preciso consumir - e isso foi feito pela fase dita sintética do movimento. Já então o que sobra do objeto é pouca coisa. E é com Mondrian e Malevitch que a eliminação do objeto continua.

O objeto que se pulveriza no quadro cubista é o objeto pintado, o objeto representado. Enfim, é a pintura que jaz ali desarticulada, à procura de uma nova estrutura, de um novo modo de ser, de uma nova significação. Mas nesses quadros (fase sintética, fase hermética) não há apenas cubos desarticulados, planos abstratos; há também signos, arabescos, papéis-colados, números, letras, areia, estopa, prego etc. Esses elementos indicam duas forças contrárias ali presentes: uma, que tenta implacavelmente despojar a pintura de toda e qualquer contaminação com o objeto; outra, que retorna do objeto ao signo e que para isso necessita manter o espaço, o ambiente pictórico nascido da representação do objeto. A esta última tendência pode se filiar a pintura dita abstrata, de signo e de matéria, que se exacerba hoje no tachismo.

Mondrian é quem percebe o sentido mais revolucionário do cubismo e lhe dá continuidade. Compreende que a nova pintura, proposta naqueles planos puros, requer uma atitude radical, um recomeço. Mondrian limpa a tela, retira dela todos os vestígios do objeto, não apenas a sua figura, mas também a cor, a matéria e o espaço que constituíam o universo da representação: sobra-lhe a tela em branco. Sobre ela o pintor não representará mais o objeto: ela é o espaço onde o mundo se harmonizará segundo os dois movimentos básicos da horizontal e da vertical. Com a eliminação do objeto representado, a tela - como presença material - torna-se o novo objeto da pintura. Ao pintor cabe organizá-la, mas também dar-lhe uma transcendência que a subtraia à obscuridade do objeto material. A luta contra o objeto continua.

O problema que Mondrian se propôs não podia ser resolvido pela teoria. Se ele tentou destruir o plano com o uso das grandes linhas pretas que cortam a tela de uma borda a outra - indicando que ela confina com o espaço exterior -, ainda essas linhas se opõem a um fundo, e a contradição espaço-objeto reaparece. Inicia, então, a destruição dessas linhas e o resultado disso está nos seus dois últimos trabalhos, “Broadway Boogie-Woogie” e “Victory Boogie-Woogie”. Mas a contradição não se resolve de fato, e se Mondrian vivesse mais alguns anos talvez voltasse à tela em branco donde partira. Ou partisse dela para a construção no espaço, como o fez Malevitch, ao cabo de experiência paralela.

Obra

A tela em branco, para o pintor tradicional, era o mero suporte material sobre o qual ele esboçava a sugestão do espaço natural. Em seguida, esse espaço sugerido, essa metáfora do mundo, era rodeada por uma moldura cuja função fundamental era inseri-lo no mundo. Essa moldura era o meio-termo entre a ficção e a realidade, ponte e amurada que, protegendo o quadro, o espaço fictício, ao mesmo tempo fazia-o comunicar-se, sem choques, com o espaço exterior, real. Por isso, quando a pintura abandona radicalmente a representação - como no caso de Mondrian, Malevitch e seus seguidores - a moldura perde o sentido. Não se trata mais de erguer um espaço metafórico num cantinho bem protegido do mundo, e sim de realizar a obra no espaço real mesmo e de emprestar a esse espaço, pela aparição da obra objeto especial - uma significação e uma transcendência.

É fato que as coisas se passaram com alguma morosidade, com equívocos e descaminhos certamente inevitáveis e necessários. O uso do papel-colado, da areia e de outros elementos tomados ao real e postos dentro do quadro já indica a necessidade de substituir a ficção pela realidade. Quando mais tarde o dadaísta Kurt Schwitters constrói o seu Merzbau - feito com objetos ou fragmentos de objetos achados na rua -, ainda é a mesma intenção que se amplia, já agora livre da moldura, no espaço real. Nessa altura, a obra de arte e os objetos parecem confundir-se. Sinal desse mútuo extravasamento entre a obra de arte e o objeto é a célebre Blague de Marcel Duchamp enviando para a Exposição dos Independentes, em Nova Iorque (1916), um urinol-fonte, desses que se usam no mictório dos bares. Essa técnica do ready-nude foi adotada pelos surrealistas. Ela consiste em revelar o objeto deslocando-o de sua função ordinária e assim estabelecendo entre ele e os demais objetos novas relações. A limitação desse processo de transfiguração do objeto está em que ele se funda menos nas qualidades formais do objeto que na sua significação, nas suas relações de uso e hábito cotidianos. Em breve, aquela obscuridade característica da coisa volta a envolver a obra, reconquistando-a para o nível comum. Nesse front, os artistas foram batidos pelo objeto.

Desse ponto de vista, tornam-se bem claras, e até certo ponto ingênuas, algumas extravagâncias que hoje aparecem como a vanguarda da pintura. Que são as telas cortadas de Fontana, expostas na V Bienal, senão uma retardada tentativa de destruir o caráter fictício do espaço pictórico pela introdução nele de um corte real? Que são os quadros de Burri com estopa, madeira ou ferro senão o retomar - sem a mesma violência e antes transformando-os em belas-artes - dos processos usados pelos dadaístas? O mal, entretanto, está em que tais obras só conseguem o efeito do primeiro contato, e não logram permanecer na condição transcendente de não-objeto. São objetos curiosos, estranhos, extravagantes - mas objetos.

O caminho seguido pela vanguarda russa mostrou-se bem mais profundo. Os contra-relevos de Tatlin e Rodchenko, como as arquiteturas suprematistas de Malevitch, indicam uma evolução coerente do espaço representado para o espaço real, das formas representadas para as formas criadas.

A mesma luta contra o objeto verifica-se na escultura moderna a partir do cubismo. Com Vantongerloo (De Stil) a figura desaparece completamente; com os construtivistas russos (Tatlin, Pevsner, Gabo) a massa é eliminada e a escultura despoja-se da sua condição de coisa. O fenômeno é parecido: se a pintura que nada representa é atraída para a órbita dos objetos, com muito mais força essa atração se exerce sobre a escultura não-figurativa. Tornada objeto, a escultura livra-se da característica mais comum àquele: a massa. Mas isso não basta. A base - que equivale na escultura à moldura do quadro - fora eliminada. Vantongerloo e Moholy-Nagy tentaram realizar esculturas que se mantivessem no espaço, sem apoio. Pretendiam eliminar da escultura o peso, outra característica fundamental do objeto. E o que se verifica é que, enquanto a pintura, liberada de sua intenção representativa, tende a abandonar a superfície para se realizar no espaço, aproximando-se da escultura, esta, liberta da figura, da base e da massa, já bem pouca afinidade mantém com o que tradicionalmente se denominou escultura. Na verdade, há mais afinidade entre um contra-relevo de Tatlin e uma escultura de Pevsner do que entre esta e uma obra de Mafilol, de Rodin ou de Fídias. O mesmo se pode dizer de um quadro de Lygia Clark e uma escultura de Amílcar de Castro. Donde se conclui que a pintura e a escultura atuais convergem para um ponto comum, afastando-se cada vez mais de suas origens.

Tornam-se objetos especiais - não-objetos - para os quais as denominações de pintura e escultura já talvez não tenham muita propriedade.

Formulação Primeira

O problema da moldura e da base, na pintura e na escultura, respectivamente, nunca tinha sido examinado pelos críticos em suas implicações significativas, estéticas. Registrava-se o fenômeno, mas como um detalhe curioso que escapava à verdadeira problemática da obra de arte. O que não se percebia é que a própria obra colocava problemas novos e que ela procurava escapar, para sobreviver, ao círculo fechado da estética tradicional. Romper a moldura e eliminar a base não são, de fato, questões de natureza meramente técnica ou física: trata-se de um esforço do artista para libertar-se do quadro convencional da cultura, para reencontrar aquele “deserto” de que nos fala Malevitch, onde a obra aparece pela primeira vez livre de qualquer significação que não seja a de seu próprio aparecimento. Pode dizer-se que toda obra de arte tende a ser um não-objeto e que esse nome só se aplica, com precisão, àquelas obras que se realizam fora dos limites convencionais da arte, que trazem essa necessidade de deslimite como a intenção fundamental de seu aparecimento.

Colocada a questão nestes termos, as experiências tachistas e informais, na pintura e na escultura, mostram-nos a sua face conservadora e reacionária. Os artistas dessa tendência continuam - embora desesperadamente - a se valer dos apoios convencionais daqueles gêneros artísticos. Neles o processo é contrário: em lugar de romper a moldura para que a obra se verta no mundo, conservam a moldura, o quadro, o espaço convencional, e põem o mundo (os materiais brutos) lá dentro. Partem da suposição de que o que está dentro de uma moldura é um quadro, uma obra de arte. É certo que, com isso, também denunciam o fim dessa convenção, mas sem anunciar o caminho futuro.

Esse caminho pode estar na criação desses objetos especiais (não-objetos) que realizam fora de toda convenção artística e que reafirmam a arte como formulação primeira do mundo.

HELP....

alguém tem o livro da Rosalind Krauss - DO FOTOGRÁFICO-
preciso da parte que ela comenta sobre o Pollock.....

alguém?
alguém????

aguardo ansiosa...kkkk

bjss
suely

Referências dos textos

TEXTOS ENVIADOS P TURMA

150 ANOS DEPOIS... (Fotografia)

Daniela Bousso

Catálogo – 3º. Prêmio Cultural Sérgio Motta – 2002

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ENTREVISTA COM ABRAHAM PALATINIK

Daniela Bousso

Catálogo – 4º. Prêmio Cultural Sérgio Motta – 2003

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ABSTRACIONISMO – INTRODUÇÃO (Abstração)

CRONOLOGIA

MANIFESTO RUPTURA

MANIFESTO NEOCONCRETO

Fernando Cocchiarale e Anna Bella Geiger: Abstracionismo Geométrico e Informal: A vanguarda brasileira nos anos 50. FUNARTE – 1987, 2004.

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MANIFESTO REALISTA – NAUM GABO

DE STIJL – MONDRIAN

ARTE CONCRETA – THEO VAN DOESBURG

CONSTRUTIVISMO – NAUM GABO

BAUHAUS – GROPIUS

ARTE CONCRETA - MAX BILL

Aracy Amaral. Projeto Construtivo Brasileiro na Arte (1950 -1962). MEC – FUNARTE – 1977.

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última parte entrevista Palatinik

repetindo - para entrar na marra:
leiam, leiam, leiam....

bjss
su